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 A CRÔNICA DE QUENTIN

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Shylock Baudelaire Jones
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Personagem
Clã: Nosferatu
Geração: 8ª
Crônica: New Orleans

MensagemAssunto: A CRÔNICA DE QUENTIN   Qua Dez 28, 2011 10:25 am

QUENTIN WOOD WRIGHT
BRUJAH
8ª GERAÇÃO







13 de Agosto de 1812.
Meu pai sempre disse que chovia horrores no dia em que eu nasci. Minha mãe e meu pai eram um jovem casal inglês que haviam como muitos outros vindo para o Novo Mundo com esperança de uma vida melhor. Mas assim como os outros encontraram apenas pobreza, miséria e desgraça.
Depois que eu nasci, meu pai começou a se “ concientizar “ de que se ele não “ saísse da linha “ por assim dizer, nossa família morreria de fome. Ele atirava bem, e quando um bandoleiro mexicano conhecido como “ El Nacho “ passou pela pequena cidade do Texas onde nós vivíamos ele encontrou um emprego como pistoleiro em seu bando.
Nos próximos 10 anos que se seguiram, fui criado pela minha mãe e meu pai apenas aparecia para deixar alguns dólares lá em casa e depois voltava pra estrada.
Já tinha uns 12 anos quando me tornei a pedido da minha mãe, faxineiro de um Saloon depravado onde as putas chupavam os cowboys como uma espécie de “ amostra grátis “.
Ali minha vida começou a entortar, por assim dizer. Aprendi a jogar poker e ouvia conversas sobre todo tipo de assunto, assaltos a banco, duelos e muitos assassinatos. Trabalhei nesse Saloon até quando tinha mais ou menos uns 18 anos. Daí meu pai voltou...
Ferido gravemente na perna direita, meu pai fora mandado de volta por El Nacho a nossa casa pois não poderia mais ‘ trabalhar “ no bando de pistoleiros. Era muito arriscado para o bando do mexicano ter um “ aleijado “ entre eles.
A cidade havia crescido agora. O xerife não demorou a descobrir que meu pai havia voltado o condenando a prisão e depois ao enforcamento. Minha mãe foi violentada e depois expulsa da cidade e eu também...
Eu e minha mãe nos engajamos numa caravana que ia para a Califórnia na tentativa de melhorar de vida no que se chamava Corrida do Ouro. Porém a sorte não nos acompanhava naqueles dias sombrios e os Apaches dizimaram nossa caravana. Fui salvo por uma freira que viajava na caravana e me levou com ela em seu cavalo até um convento que havia ali perto.
Eu já era um pouco velho pra isso, mas acabaram me colocando como uma espécie de coroinha no convento. Cortaram meu cabelo como o de um débil mental e ficavam me espionando enquanto tomava banho. Eu era o único garoto daquele lugar e todo aquele cheiro de buceta já estava me dando nos nervos.
Numa manhã de Abril de 1830 ela chegou. Leyla. Influenciado do jeito que estava por toda aquela papagaiada cristã, achei que fosse um anjo descido na América. Leyla e eu nos damos bem desde o primeiro dias. Não agüentamos toda aquela pressão e começamos a transar escondido no terceiro. Leyla havia sido mandada pra lá por seu pai fazendeiro porque andava de promiscuidades com os capatazes da fazenda. Ela aliás era ótima nessas ‘ coisas “. Que mulher...
Enfim, 4 meses depois nós dois fugimos e eu me tornei uma espécie de Mercenário realizando uma variedade razoável de atividades ilícitas pra época.. contrabando de dinamites para um tal de Sr. Nobel que depois descobri que havia sido o fundador do Prêmio Nobel da Paz, assaltos a trens e a bancos e também a que se tornou a minha preferida... roubo de cavalos.
Juntei muito dinheiro nos 10 anos que se seguiram e comprei uma grande propriedade no oeste do Texas a que batizei de Firelands. A Fazenda de Firelands é com certeza o lugar mais lindo que eu já vi até as noites de hoje. Tinha alguma coisa lá. Alguma coisa mágica.
É... tinha mesmo.
Os lobos começaram a atacar meu rebanho todas as noites. Acordava de manhã e me deparava com vários animais estripados em frente a grande casa onde eu e Leyla estávamos instalados.
Chamei um grupo de caçadores para montar guarda em uma noite de lua cheia e eles também amanheceram o dia com as tripas espalhadas pelo curral.
Leyla estava nervosa e me pediu para deixar Firelands. Eu a amava muito e permiti que partisse para um rancho próximo a ferrovia.
Em 1840 já estava com 28 anos e já era um mercenário experiente e cansado. A época era diferente e com 28 anos você já era um pouco mais do que um adulto.
Um de meus funcionários de Firelands me apresentou naquela época uma estranha ‘ erva ‘ mexicana que me ajudou muito a aliviar a saudade que sentia de Leyla. Mas precisava ficar na fazenda cuidando e vendendo os meus cavalos.
Os ataques dos lobos não paravam e eu não sabia mais o que fazer. Eles haviam começado assassinar também os funcionários da fazenda fazendo com que os outros também me abandonassem. Daí eu fiquei sozinho.
Naquela mesma época soube que Leyla havia fugido com outro marginal do Missouri e se casado com ele no caminho para lá.
Me entreguei fervorosamente a bebida nessa fase e sentia com se não tivesse mais nenhuma esperança. Uma noite quando voltei a Firelands eu tive uma surpresa. Um estranho estava dentro da minha casa. O homem se vestia bem e tinha um andar inglês e elegante. Um relógio de pulso prateado que logo chamou a minha atenção. Se apresentou como Winston Dillinger. E me pediu para a passar a noite ali, para que pudesse se proteger dos lobos, uma vez que sua carroça havia quebrado e seu cocheiro devorado pelas feras do deserto.
E ele foi ficando. Nós nos tornamos grandes amigos. E ele não comia muito, então deixei que ficasse. Bom, na verdade ele não comia nada. E depois que ele chegou, os lobos haviam parado de atacar. Concluí que ele tinha me trazido sorte. O que depois descobri que não era exatamente a verdade.
Uma manhã nossa casa foi incendiada. Haviam lobos, fazendeiros, pistoleiros e índios. Eles haviam sitiado Firelands e roubaram todos os cavalos. Winston Dillinger me disse que não podia deixar a casa naquela hora e eu achei tudo muito estranho. Fui até meu arsenal e com meu rifle e 3 revólveres me entrincheirei no telhado da casa fazendo uso das minhas habilidades de franco atirador e causando sérias baixas nos invasores. Até que por volta das 3 da tarde ... eles desistiram.
Naquela noite quando Dillinger acordou, um pistoleiro curioso e na metade da segunda garrafa de whisky o esperava na mesa para conversar. Foi aí que ele me contou tudo ...
Não precisei dizer nada. Apenas olhei para ele com uma expressão de “ tenho 30 anos e minha vida não significa nada “ ...
Winston Dillinger me entregou o “ Presente das Trevas “ em 17 de Março de 1841 ...



Dillinger, como gostava de ser chamado me levou com ele para Austin algumas semanas depois e me explicou que os ataques dos lobos aconteciam porque eles sabiam que Firelands havia sido construída sobre um local sagrado para eles e que isso por mais que doesse deveria ser respeitado.
Em Austin, Dillinger tinha muitos amigos e com eles organizava uma espécie de golpe político secreto. Ele me apresentou a outros do clã brujah e me ensinou os segredos da Família.
Cinco anos haviam se passado e Dillinger continuava com mapas, planos e livros sobre política e filosofia inundando nossa casa até que seu plano estivesse pronto. Ele deixou para que eu aprendesse sobre minhas habilidades marciais e sobrenaturais em minhas rondas noturnas por Austin enquanto se detinha em me ensinar sobre o Anarquismo e outras tendências políticas Européias. Eu era um vampiro jovem na época e era difícil aquilo tudo me interessar.
Mas serviu pra mim hoje entender que Austin era uma cidade dos Anarquistas Brujah mais ou menos até o ano de 1855.
Em 1855 voltei pra casa depois escurraçar um bando sabá mexicano da cidade e estava todo fudido, exausto e sem sangue. Cheguei mancando e ansioso para contat a Dillinger a novidade. Mas ele não podia mais me ouvir.
Meu Senhor havia sido empalado e dacapitado naquela mesma noite. Sem meu Mentor fiquei sem norte e para piorar não encontrei nenhum de meus irmãos brujah na cidade nas noites seguintes...
A Camarilla havia sitiado a cidade e assumido o controle escurrçando os Anarquistas de lá. Quando o Xerife dos Gangrel me achou, resolvi colocar em prática algumas “ dicas “ de Maquiavel e pedi minha filiação a Grande Sociedade dos Mortos Vivos.
O primeiro Príncipe de Austin era um sisudo Ventrue boiadeiro que me dava nos nervos por causa do sotaque enjoado do País de Gales.
Ele me colocou auxiliando o Xerife gangrel chamado Rufus Thompson que de tão barbudo tinha ganhado o apelido de “ Moita Morta “.
O Sabá tentou cercar a cidade várias vezes e estava difícil manter um bom número de Membros para defender a cidade uma vez que as nossas baixas estavam sendo pesadas.
Foi em Novembro de 1864 que o Príncipe Ventrue foi esquartejado pelos Sabás. A Camarilla haveria perdido Austin se Ruffus “ Moita Morta”, eu e mais 3 caras não tivéssemos adotado uma estratégia de guerrilha e dizimado os cainitas da Mão Negra da cidade..
Ruffus, o gangrel se tornou o Príncipe e uma noite enquanto caçava esbarrei em uma mendiga deplorável na rua. Ela de alguma forma me reconheceu e me chamou pelo meu nome dizendo:
- Quentin!
Olhei para trás e não foi fácil de reconhecer mas era ela: Leyla.
Estava com mais de 50 anos já. Havia envelhecido e me contou que seu segundo casamento não havia dado certo e todas as histórias que havia vivido em todos aqueles anos em que eu estive envolvido com o mundo dos mortos vivos.
Eu pensei em falar alguma coisa pra ela sobre os vampiros e todas as coisas que já havia visto mas não tive coragem ... Quebrei o pescoço dela rapidamente ...
Aquela noite jamais saiu da minha cabeça ...



Depois do encontro que tive com Leyla, as coisas haviam ficado meio confusas na minha cabeça. Aquela frescura toda de “ eu sou um vampiro e nunca vou morrer “. O velho Moita Morta me disse uma vez:
- Quentin ... você é um vampiro e nunca vai morrer ... se tiver sorte!
Ser um neófito da Camarilla naquelas noites era muito difícil. Os lupinos perambulavam pelas ruas de Austin naquela a época. O sabá era muito forte na América do Norte e principalmente no Texas e a maioria dos neófitos não completava uma dezena de anos como vampiro.
Acho que foi pensando em tudo isso que em 1880 decidi ir para Califórnia e voltar a ser ladrão de cavalos.
Procurei uma fazenda que me lembrasse Firelands para me instalar. Mas não encontrei. Então passei a ser um nômade solitário roubando cavalos e os libertando no Vale da Morte.
Não sei direito porque fazia aquilo. Mais de meio século como uma criatura da noite haviam me deixado mesquinho e com desdém por tudo que me lembrasse a humanidade. Principalmente o dinheiro. Quando deixei Austin também estava enjoado dos assuntos da Família então decidi que precisava de um tempo só pra mim...
Esse período de reflexão sobre mim mesmo e a eternidade me levou a uma grande distração que quase me conduziu a minha Morte Final.
Uma matilha de lupinos me caçou pelos desertos do Vale da Morte durante noites a fio. Eles esperaram a lua cheia e atacaram ...
Eu estava prestes a ser esquartejado em um estranho ritual com totens quando o inesperado aconteceu. Os lobisomens começaram a uivar pra a lua e rolar no chão como cachorros sarnentos, se coçar e 2 até mesmo começaram a brigar entre eles ... Eles haviam enlouquecido e eu estava salvo.
Um outro vampiro, vindo de Nova Orleans procurava sua Senhora pela Califórnia e me salvou pensando que eu pudesse ajudar. O nome dele era Zaack, e desde aí nos tornamos grandes e inseparáveis amigos.
Passamos a caçar juntos pela Califórnia até o Estado de Washington e eu o ajudei por 2 anos na sua busca por sua Senhora Drusilla.
No final de nossa perigrinação, era o ano de 1895, e estávamos em Nova Orleans.



Naquela época um ventrue prepotente chamado Doran era o Príncipe da Big Easy. Ele tinha uma cria irritante que logo se tornou meu maior rival na cidade; Marcel Guilbeau. Zaack ficou cerca de uma ano em Nova Orleans e depois partiu para a cidade de New Castle na Inglaterra onde depois ele acabou virando o Príncipe.
Eu e Marcel ficamos nos alfinetando mais e mais depois que Zaack se foi. Apesar de sempre se mostrar muito fie a seu Senhor qualquer vampiro com o mínimo de cérebro poderia perceber o quanto o distinto senhor Guilbeau gostaria ode ver Doran na lona para ocupar o seu lugar depois. Naquelas noites eu havia decidido que queria voltar a política da Família e que Nova Orleans era um bom lugar para ser o meu Principado. O que aliás eu acho até hoje.
Comecei a organizar aos poucos os brujah e anarquistas da cidade a margem da Primigênie de Nova Orleans. O anarquismo estava na moda e as notícias sobre a Revolução Francesa haviam incendiado as mesas de bar do French Quarter.
Em 1915 resolvi que seria o ano de meu xeque mate no castelo de areia de Doran. Meus grupos anarquistas e brujahs disfarçados de anarquistas começaram atacar as reuniões da Camarilla no Storyville Hall.
Esses ataques duraram por um ano e eu até mesmo me dei o trabalho de lutar contra meus próprios soldados mortos - vivos apenas para disfarçar .... Tudo isso acabou ficando conhecido como os " Assassinatos de Storyville " apesar da maioria dos " assassinados " já estar morta a várias décadas ...
Meus planos apesar de tudo haviam sido frustrados pelas pesadas baixas entre os meus " irmãos ", por isso me recolhi por uma década apenas me reestruturando e agindo moderadamente na política dos Membros. Foi daí que ELA apareceu. Depois de Leyla eu não havia tido mais nenhum amor. Ela vinha da Itália e era uma toreador que atendia pelo nome de Belladonna.
Minha paixão por Belladonna foi avassaladora e fulminante. Eu pude fazer com ela coisas que eu nem imaginava que existiam. Ela era muito mais velha do que eu, mas só agora havia decidido conhecer a América. Eu sempre fui um cowboy e essas coisas sobre o Velho Mundo nunca haviam chegado até mim. Mas ela teve a paciência para me explicar tudo. Além disso era uma amante no verdadeiro sentido da palavra. Ela teve mais de mil anos para aprender sobre como resolver o problema do amor entre os mortos ... Foram os dez anos mais intensos da minha não vida e as vezes parecia que meu velho coração texano havia começado a bater novamente.
Mas todo esse tempo como uma vadia vampira haviam deixado Belladonna fútil e sem propósito. Na época em que a conheci ela estava apenas " colecionando amantes imortais " ... E desapareceu numa noite de primavera ... Minha fúria brujah queimou o meu sangue e jurei que nunca mais queria vê-la novamente ... Tudo ficou pior quando soube que ela havia partido num navio para a França com meu maior rival, o borra botas sangue azul Marcel Guilbeau ...

Daí foram dois anos em que me entreguei completamente a Besta. Orgias de sangue e um culto em minha honra foram as coisas mais "nobres" que fiz. Minha sanguinolência levou o Príncipe Doran a lançar uma Caçada de Sangue sobre mim. Como ultimo recurso com a ajuda de alguns amigos nosferatu também descontentes com o Principado de Doran me escondi nos pântanos da Lousiana no ano seguinte onde fiquei me alimentando de sapos e jacarés para acalmar a Besta que quase havia me dominado completamente.
O programa de reabilitação moral dos nosferatu funcionou e eu era um vampiro " decente " uma ano depois. Era o ano de 1928 e um carniçal de Doran chamado Huey Long havia sido Governador da Lousiana. Doran sabia que eu estava lá e ainda não morto, então usou sua influência para vasculhar cada junco dos bayous atrás de mim.
Não foi fácil e quase entrei em torpor não fosse pela ajuda de um misterioso nosferatu que nunca mais vi ... Mas o Rato de Esgoto filho da puta me ajudou a sair daquele maldito pãntano e também da influência do Príncipe Doran...
Daí ... eu fui para Washington por que era óbvio que precisava aprender mais sobre política ...

Os brujah de Washington eram diferentes do que eu estava acostumado e me lembravam muito o meu Senhor Dillinger. Se interessavam por filosofia e estratagemas políticas afim de desestruturar o poder dos ventrue e não simplesmente queimá-los ou arrancar suas cabeças como o velho cowboy aqui gostava de fazer.
Nos anos 30 a Grande Depressão despencou sobre a América e de certa forma sobre mim também. Na época eu estava trabalhando como uma espécie de Algoz para os brujah de Washington e tive o prazer de assassinar pelas minhas próprias mãos o carniçal de Doran, Huey Long que havia então se tornado Senador. Antes de morrer, o desgraçado me contou que Marcel havia voltado ... e sem Belladonna.
Já estava a quase 10 anos fora... então resolvi voltar a Nova Orleans ...

Eram os anos 40 e a cidade estava diferente agora. Havia clubes de jazz por toda parte e uma nova música havia aparecido. O meu doce e sempre melancólico ... Blues ... Precisei andar pela América por mais de 100 anos para encontrar um estilo de música que eu fosse capaz de apreciar verdadeiramente ... Derramei lágrimas de sangue ouvindo o canto triste de um jovem negro de sobrenome Johnson ...
Foi numa dessa ocasiões que encontrei Marcel novamente. Os anos que ele passou na Europa o deixaram diferente.ue E passamos uma noite como velhos amigos ... caçamos juntos e no final da noite ele me prometeu não dizer nada a Doran sobre meu retorno alegando misteriosamente que não seria um " bom negócio " para nós dois.
Eu jurei pela experiência que tinha com os ventrue que acordaria com uma estaca cravada em meu coração. Mas isso não aconteceu ... Marcel cumpriu sua palavra e nunca me denuciou ... Assim foi por 10 anos.. E soube que Marcel ocultou minha presença na cidade em várias ocasiões depois. Porém não o encontrei de novo nesses anos e ele com certeza estava planejando alguma coisa ...

1955. Esse ano começou com a notícia de que Doran havia sucumbido a Morte Final e que Marcel Guilbeau agora era o Príncipe.
Achei que estaria em casa novamente e que agora tinha um "amigo " no poder. Meu doce blues havia ficado áspero e elétrico me irritando os ouvidos e foi num desses concertos cheios de motocicletas em 1958, numa apresentação de um mortal que adorava rebolar chamado Elvis que eles me pegaram ...
Depois do concerto me levaram a um mausoléu do Cemitério Saint Louis e me submeteram a uma tal de Roda do Castigo ...
Apartir daí ... tudo ficou escuro ...



Fui despertado por um velho amigo. Zaack, meu malkaviano preferido havia voltado de New Castle e estava com um plano para roubar o Principado dos ventrue. Lógico que eu estava sedento de vingança e queria ajudá-lo. Se Zaack fosse o Príncipe eu seria o Xerife e na verdade os malkavianos não eram exatamente meus inmigos.
Para minha infelicidade quando saí do torpor Marcel Guilbeau havia supostamente sucumbido a Morte Final em um ataque do sabá. Mesmo assim tinha um outro ventrue tentando ser o Príncipe.
Era o ano de 2009 e agora os vampiros faziam um eleição entre os Membros para decidir quem seria o Príncipe. Não estava acostumado a toda essa ... democracia... então Zaack e eu fizemos um plano.
Sequestrei o palhaço dos ventrue e arranquei as duas pernas do filho da puta. Enquanto isso Zaack usou seus poderes de Ofuscação para ocupar o lugar dele.
Pedimos ajuda para o Justicar dos Gangrel Xaviar que era um grande amigo de Zaack e Bingo. Tínhamos eleito um Príncipe malkaviano. E eu era o novo Xerife;
Isso ficou assim, até que os Seguidores de Seth vieram e assumiram o controle de Nova Orleans, destruindo meu amigo Zaack e me escurraçando da cidade feito um cão sarnento.
Voltei secretamente a Nova Orleans e comecei a arquitetar um plano para tirar a cidade dos Setitas e ser no novo Príncipe por direito adquirido. Mas a Morte Final de Marcel havia sido um blefe e ele voltou tentando reestabelecer o Principado. De alguma forma ou por algum acordo misterioso os nosferatu haviam se tornado aliados inseperáveis de Marcel. Graças a isso e a diversas manipulações obscuras o filho da puta conseguiu levar seu nome na retomada de Nova Orleans para Camarilla.
O Justicar do Conclave do Saenger Theatre que definiria o novo Príncipe era um nosferatu ... E por votos e falsa simpatia, Marcel Guilbeau conseguiu se tornar o Príncipe novamente ...
Eu era um Membro novamente e Primógeno dos Brujah como prêmio por minha colaboração na guerra contra os Seguidores de Seth. Não estava contente com o título mas era uma forma de reeistruturar meu clã na cidade mais uma vez.
Descobri muitos Membros descontentes com o Principado fraco e letigioso de Marcel Guilbeau e os juntei num grupo de operações secretas chamado de " Sociedade Phoenix ", que tem como objetivo ter sucesso onde o Príncipe falha e é claro conduzir essas informações até os postos mais altos da Camarilla Americana.
Assim continuo andando pela noite a mais de 200 anos, fracassando e vencendo aleatóriamente toda vez que sol vai embora ...
Agora ... me de o toca-fitas ....












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