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 A CRÔNICA DE BELLADONNA

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Shylock Baudelaire Jones
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Personagem
Clã: Nosferatu
Geração: 8ª
Crônica: New Orleans

MensagemAssunto: A CRÔNICA DE BELLADONNA    Qui Jan 19, 2012 11:04 am



“ Sei que estou linda essa noite ... esse espelho de mão que agora reflete minha face consegue esconder os 2000 anos em que estou perdida nas noites desse mundo. Todo o tipo de amor e de ódio já passou pelos meus olhos negros e cansados ... e a morte, assim como a vida ... sempre precisa continuar. Eu sou a Deusa agora ... “


Minhas lembranças mais antigas são como sonhos distantes pra mim agora. Apenas flash backs na minha mente. Não lembro do meu pai mortal, mas lembro que minha mãe era uma sacerdotisa romana. Ela amava fervorosamente os domingos de ritual e também “ amava fervorosamente “ os soldados das Legiões de Cézar.
Os nomes abandonaram minha memória, mas fazia parte dos rituais grandes orgias sexuais que as vezes reunia sacerdotisas de todo o norte da Itália. Era sempre quando começava a primavera e minha mãe esperava o ano todo por aquele” promíscuo e misterioso “ festival.
Mas aquele era um lugar hostil naqueles dias. Uma tribo bárbara dizimou nossa aldeia e eu fui levada como escrava branca quando tinha apenas 10 anos. As esparsas tribos selvagens da Europa estavam longe de ter o poder que teriam anos depois e a tribo que havia me roubado de minha antiga vida foi massacrada por uma Legião que voltava para Roma. E assim, eu também fui para Roma ...
Roma. O maior aglomerado de decadência que eu já vi. Mulheres violentadas nas ruas e garotos também, pessoas bêbadas e drogadas por todos os lados, assassinatos a plena luz do dia, milhares de roubos acontecendo todos os minutos ... Enfim, “ a organização romana “ que aparece nos livros de história é uma coisa tão distante da verdade quanto Roma é distante de Vênus ...
Vênus. Vênus Atrius. Era o nome do lugar pra onde me mandaram. Um prostíbulo para escravas. Não recordo muita coisa de lá, mas lembro daqueles soldados enormes pesando sobre meu corpo quando tinha apenas 14 anos de idade. Eles me machucavam muito e eu chorava pelos cantos como uma freira que havia perdido a fé ...
Naquele antro de sofrimento eu fiquei até completar 20 anos. Ter vinte anos no Vênus Atrius era uma coisa “ especial “. Uma festa era feita. Um banquete foi feito pra mim. Com vinhos e uvas de todos os tipos. Havia dançarinas e música. Depois da festa no dia seguinte. As outras meninas me escurraçaram de lá e me jogaram na rua ... Eu tinha 20 anos e estava velha demais para os apetites sexuais da velha Roma ...
Mendiguei pelas ruas apanhando e sendo violentada por desconhecidos e até mesmo por antigos freqüentadores do Vênus Atrius que agora estavam sem dinheiro e só podiam transar de graça ...
Até que um homem diferente apareceu. Ele falava um latim indeciso e tinha um poderoso sotaque grego. Amor não era uma palavra usual na época. Existiam palavras para “ Foder “ ou “ Trepar “ ou “ Esposa” mas o Amor como a mitologia que se conhece ainda não existia.
Iontius era seu nome. E eu me apaixonei. Ele me levou pra morar com ele em um grande palacete ao sul de Roma. Ele morava lá. Tinha muitos empregados. E sumia todos os dias aparecendo quando anoitecia para fazer minhas noites as melhores que já tive ...
Iontius era um artista. Gostaria de ter guardado as pinturas que ele fez usando meu corpo mortal como modelo. Aparentemente só uma dessas pinturas ainda existe ... e está perdida.
Ele também era escultor e escrevia em grego grandes narrações sobre a mitologia de sua antiga terra ... a Grécia! Nenhuma mulher da antiguidade havia sido alvo de tanta admiração quanto eu, mas Iontius teve muitas amantes antes disso ..
Uma delas, se chamava apropriadamente Perséfone. Ela descobriu as obras de arte que Iontius tinha concebido para representação do nosso amor. E ficou furiosa. Uma tarde enquanto eu colhia flores para enfeitar o leito sobre o qual eu e Iontius nos deitávamos todas as noites ela me atacou pelas costas com um afiado punhal galês ...
Caí entre as flores e sangrei até o anoitecer. Com a noite veio meio meu amado Iontius. Ele sabia que eu estava morrendo e então não teve escolha. Me levou nos braços até o palacete onde morávamos que então estava vazio. Lembro-me que enquanto eu balbuciava de dor e expelia sangue pela boca, nos braços de Iontius ainda fui capaz de ver todos os escravos e trabalhadores esquartejados. Ao que parece Iontius ficou furioso quando Perséfone contou que havia me matado e descontou sua raiva naqueles desafortunados que lhe serviam com tanta dedicação.
Sem mais. Perséfone havia sido crucificada bem no meio do salão principal. Ela ainda estava viva e um cipó cheio de espinhos cortava a carne da vadia. Ela assistiu quando Iontius me Abraçou e foi dela que eu bebi pela primeira vez. Suguei o sangue da vadia escutando diminuir as batidas do seu coração até que ele finalmente parou ...
Agora eu e iontius éramos dois vampiros chorando pela beleza das noites do sul de Roma. Boatos se espalharam a respeito do palacete amaldiçoado no qual fizemos nosso refúgio.
Muitos desviavam daquela estrada então tínhamos que ir caçar em Roma na maioria das noites. É claro que devido ao poder do sangue de Iontius, outros vampiros de Roma começaram a ficar interessados em nossas casuais visitas noturnas ...



Transformamos os mortais que organizavam os festivais do Templo de Baco em nossos carniçais e nos mudamos para as catacumbas do Templo.
O desaparecimento de muitos devotos do Deus do Vinho ao que parece chamou mais atenção do que deveria. Os nosferatu romanos nos descobriram e nos atacaram vigorosamente.
Eu ainda era uma neófita na época e Iontius com todo nosso amor não havia me ensinado a me defender. Como resultado eu entrei em torpor pela primeira vez ...


Quando despertei Roma estava diferente. Não havia mais flores e o cheiro de incenso e damasco havia sido substituído pelo de queimado. As invasões bárbaras estavam fritando vampiros e mortais como iguais. Eu fui desperta por um círculo de malkavianos que se auto denominava os Herdeiros de Calígula. Havia uma guerra entre os vampiros também e vampiros encontrados em torpor era despertados para que pudessem se alistar nas filheiras de algum dos lados.
Quando acordei estava doida pra ver Iontius mas ninguém sabia nada dele em Roma. Havia apenas caos e confusão por toda parte e por a cidade estar daquele jeito concluí que meu Senhor estava bem longe dali...
Os Herdeiros de Calígula eram bons amigos imortais, na medida do possível para lunáticos. Uma noite apareceram com a idéia de ir para Ilha do Chipre. Eu havia perdido as esperanças de encontrar Iontius em Roma, então fui com eles.
Roubamos um barco na costa da Itália e usamos nossa Dominação para convencer a tripulação a nos levar até lá.
Chegando no Chipre fomos morar em um pequeno Palácio em uma enceada. Até a primeira lua cheia tudo estava bem com meus amigos malkavianos, mas eu devia adivinhar que não seria assim para sempre...
Bem. Na primeira lua cheia todos os Herdeiros de Calígula esperaram o amanhecer contando piadas uns para os outros e se abraçando e se beijando histéricamente. Quando voltei de minha caçada noturna encontrei eles sob a lua naquele neurótico ritual. E queriam que eu me juntasse a eles. Mas não quis e me retirei para as catacumbas ... Daí pelo que parece todos os Herdeiros de Calígula tomaram um fritante banho de sol na manhã seguinte.
Até as noites de hoje me pego com essa pergunta na cabeça. Porque fizeram aquilo? Mas se não consegui entender na época, agora ficou muito mais difícil ...
Eu estava sozinha num pequeno castelo na Ilha do Chipre. E tinha toda a eternidade para estar lá ... Resolvi começar uma “ morte-vida “ nova sem Iontius.
Comprei escravos e onde não havia nada fiz uma vistosa plantação de cevada.
As vezes me misturava com os mortais do porto para ouvir suas histórias. Aos poucos foram me chegando as notícias que Roma havia caído... Depois sobre o Cristianismo ... até que alguém me falou sobre Constantinopla...
As histórias sobre a “ viúva solitária da fazenda da enceada” estava se espalhando rápido. E era perigoso continuar ali ... Então entreguei minha fazenda a meus mais fiéis empregados carniçais e peguei um barco para Constantinopla...


Constantinopla
Um lugar que não foi difícil chamar de lar. Havia muitos vampiros toreador lá. A arte explodia nos livros e na arquitetura. Era como uma Roma dos sonhos.
Fiz muitos amigos vampiros nessa época. Grudinus, o escultor, Arestes, tocava harpa e tinha os cabelos encaracolados como os de um anjo e também Drácios Kelnos, que foi meu amante.
Todos eram Toreador e todos lembravam Iontius de alguma forma. Drácios Kelnos era dono de um bazar que vendia coisas encontradas durante as Invasões Bárbaras.
Para minha surpresa encontrei um das pinturas que Iontius havia feito de mim lá. Coloquei no fundo da loja para que lembrasse um pouco dele sempre que passasse por ali.
Drácios havia montado o primeiro “ antiquário 24 horas “ de Constantinopla. De dia seus carniçais cuidavam de tudo e a noite ele mesmo gerenciava as vendas do seu bazar.
Em uma noite para minha surpresa, um homem se interessou pelo quadro meu que Iontius havia pintado. Por curiosidade fui ver quem era tal admirador de minha sempre impecável silueta. Qual foi minha surpresa quando reconheci o comprador como o próprio Iontius. Fiquei sem saber o que fazer.
Iontius me tratou muito cordialmente mesmo quando percebeu que eu e Drácios éramos amantes o que eu confesso que me decepcionou muito.
Noites depois voltamos a nos encontrar escondidos nas catacumbas de um velho museu de estátuas romanas. Ficamos assim por quase um ano, até que Drácios descobriu tudo e nos aprontou uma tenebrosa armadilha.
Naquele dia enquanto dormíamos entrelaçados e nus dentro do mesmo caixão fomos atacados por um exército de carniçais a serviço de Drácios Kelnos. Enfraquecidos pela luz do dia os monstros nos enfiaram em grandes sarcófagos de bronze e jogados um em cada um dos mares de Constantinopla. Iontius no Mar Negro e eu nas profundezas do meu sempre amado Mediterrâneo ...
Minhas noites de agonia submarina me traumatizaram por toda minha pós-vida e a força do meu sangue ancião só me deixou depois de meia década agonizante ...
Tudo apagou novamente ...


Quando despertei, estava completamente tonta e com um forte gosto de sangue na minha boca. Sangue de vampiro ...
O nome dela era Gia, uma lasombra. Ela vivia numa catacumba nos subterrâneos de Veneza e havia, segundo ela, roubado meu sarcófago para fins de decoração de seu refúgio. Muitos outros vampiros moravam lá e falavam sobre Máscara e Camarilla. Coisas que eu ainda não tinha conhecimento.
Gia me contou sobre a Convenção dos Espinhos e a fundação de sua Seita, o Sabá. Gia tinha métodos mostruosos e vivia com uma gangue de vampiros fedorentos e pervertidos. Não estava suportando muito bem aquilo. E pra piorar, ela estava nitidamente apaixonada por mim. Pensando em como haviam sido minhas experiências anteriores, aquilo estava me deixando apavorada.
Conforme notava meu desprezo por ela, Gia foi se tornando mais vil com minha pessoa. Até a noite em que enviou um mensageiro marcando um encontro comigo. Um encontro que me colocou nas garras da Inquisição Veneziana.
Fui violentada por padres truculentos durante 40 noites e depois condenada a fogueira junto com outras 6 vadias mortais acusadas de bruxaria. Eu estava muito fraca e sem sangue para me livrar daquela situação e sentia a Morte Final batendo em minha porta...
Mas aí guardas da igreja correram e apagaram minha fogueira. Outros tiraram as batinas e começaram a se masturbar ali mesmo. Freiras ficaram nuas e se jogaram no fogo...
Então descobri que meus antigos amigos lunáticos não haviam se auto destruído aquela manhã no Chipre. Os Herdeiros de Calígula ainda assombravam as noites da Itália e me salvaram aquela noite.
Fui com eles para o sótão de uma igreja onde eles estavam e fiquei lá um tempo. Quando Gia e o resto do sabá descobriram inciendiaram a igreja e esquartejaram os Herdeiros de Calígula desta vez para sempre.
Gia me levou como prisioneira e praticou torturas horríveis comigo. Não podia agüentar aquilo pra sempre e derrepente senti que precisava de Iontius outra vez. Então usei meus poderes de Presença para fugir de Gia, do Sabá e depois de Veneza ...
Fui para Paris atrás de Iontius. E me inseri na sociedade morta-viva da Cidade Luz. Tive um pequeno affair com o Príncipe Toreador e consegui me acomodar numa posição de bastante conforto, vivendo grandes amores e desfrutando da nobreza da corte francesa ...
Durante duzentos anos freqüentei festas, amei, rivalizei com outras vampiras e vampiros, fiz estratagemas de poder e queria no fundo de minha alma morta ser a Príncipe de Paris.
Meus planos caíram no chão inundado de pólvora da Revolução Francesa. Os camponeses revoltosos incendiaram minha casa e mataram todos os meus funcinários. Me escondi nos esgotos com a ajuda dos nojentos nosferatu da França, que são com certeza os mais fedorentos desse mundo. E consegui então me refugiar numa velha capela nos arrabaldes de Paris, onde outros vampiros da nobreza estavam se escondendo.
Um garoto estava servindo de guardião lá para as horas do dia. Ele era filho de uma família camponesa que havia servido de alimento para os vampiros escondidos lá. Seu nome era Maurice e eu o adotei...
Transformei o garoto em meu carniçal e fugi com ele de volta para a Itália assim que tive chance ...



Eu e Maurice compramos uma propriedade no Sul de Roma e eu estava me sentindo em casa novamente. Maurice estava crescendo e já era um rapaz agora ... e eu não mais sua mãe adotiva e sim uma dedicada e fervente amante ...
O tédio de ficar naquele fim de mundo que já haverá sido no passado o único mundo que eu conhecia estava acabando comigo. Então convenci Maurice a vir comigo para a América.
As notícias sobre a guerra na Europa só apressaram minha partida.
Em 1917, desembarquei em Nova Orleans ...
Um novo mundo se abriu diante de meus olhos. Quente e selvagem e chovendo novidades, cheiros e sabores sobre mim. Eu me sentia viva novamente, mesmo sendo morta-viva. E é claro, senti que precisava de uma compania mais adequada que Maurice ...
Quentin, era um legítimo cowboy. Americano de nascimento, rápido no gatilho e “ cavalgava “ muito bem. Adorava contar a ele tudo que eu havia passado durante os meus séculos com o sangue de Caim ...
Maurice estava odiando aquilo tudo e vivia ameaçando que um dia incendiaria Quentin dentro de seu próprio caixão. Aquilo estava me deixando nervosa.
Apesar de ter sido uma paixão muito quente, meu caso com Quentin não durou mais do que um ano.
Ao contrário do que ele pensa até hoje, já havia decidido deixá-lo quando me apaixonei por Marcel Guilbeau. Maurice teve mais ciúmes ainda de Marcel do que tinha de Quentin. Então escrevi uma carta de despedida a Maurice dizendo que ia para a índia com o coração partido de saudades e embarquei em um navio para Riviera Francesa com Marcel.
Marcel foi um amante maravilhoso mas era entediante e pragmático como todos os ventrue...
Um dia simplesmente desapareci sem me despedir e voltei sozinha para América, mas dessa vez para um novo país chamado Canadá...
Montreal era um feudo do odiado Sabá. Mas meu coração jamais tivera alguma seita ou filosofia e foi por um desses cainitas sanguinários que ele quase voltou a bater novamente.
Arguille Cristo era dono de uma voz sedutora, beleza angelical e uma religiosidade diabólica que me assustava e seduzia ao mesmo tempo.
Vivi com ele na sua fazenda até meados dos anos 50 e lá foi onde adquiri um despresível e perigoso vício que não comento aqui por motivos de tentar esquecê-lo ...
Em 1954 saí de Montreal quando Arguille me contou sobre quem era a nova Bispo da cidade, Gia, a lasombra italiana ...
Não sei se por medo reprimido ou sei lá o que não queria encará-la novamente. Fui para França outra vez.
Lá eu fiquei. Em uma linda mansão nos subúrbios de Lyon. Agindo discretamente na Primigênie local e realizando lindas festas para sociedade intelectual francesa.
Durante os anos 80 me divertia dançando nos clubes noturnos de Lyon e exprementando drogas ejetáveis além de praticar com freqüência aquele meu ‘ viciosinho “ que não posso comentar aqui. Tanta devassidão colocou a Camarilla na minha cola e fui punida com uma espécie de prisão domiciliar...
Assim os anos foram passando e o segundo milênio chegou ...
Uma noite, recebi uma visita. Meu mordomo adentrou meu banheiro e eu estava nua na banheira tomando um banho delicioso com pétalas de rosa vermelhas ...
Era Iontius, ele finalmente havia voltado pra mim. Disse que agora se chamava Derrick Zeel e era um “ big shot “ da indústria da pornografia . Nós ficamos juntos de novo. Ele havia traído o Sabá e o velho mundo estava perigoso pra ele.
Derrick, me disse que estava envolvido na abertura de um clube de Chicago em Nova Orleans. O legendário Succubus Club. Eu adorava discotecas e não podia mais sair na França, então vim com ele para América.
As primeiras noites do Succubus Club em Nova Orleans foram durante o Mardi Grass e essas foram as melhores. Derrick e eu não queríamos nos meter na política dos Membros novamente mas acabamos nos vendo obrigados a isso.
Ataques do sabá, lobisomens, caçadores, traições e finalmente os Seguidores de Seth botaram tudo a perder ...
Enfim, eu e Derrick voltamos pra a Europa e nos separamos novamente ...
Estava a passeio numa linda noite na Champs Eliséé quando Maurice quando reencontrei Maurice. Ele me disse que viajou a índia atrás de mim e não me achou em lugar nenhum e que até aquela noite me procurava... E rastejava como um velho mendigo pelas ruas da cidade luz ...
Ele precisava de meu sangue e eu o adotei pela segunda vez ...
Agora que não estava mais sozinha, comprei o Succubus Club em um leilão e voltei a Nova Orleans, onde descobri que um ardente amor entre Gia e Arguille havia nascido depois que eu parti de Montreal nos anos 50... E pior, Arguille andou aprontando no sabá e agora estava escondido em Nova Orleans com a proteçaõ de uma vampira mexicana conhecida como Anna Maripossa, que de certo é outra vadia.
Me senti fatalmente traída por aquele cretino miserável e contratei um grupo de neófitos para destruí-lo.
A Primógena dos toreador de Nova Orleans foi destruída em uma das festinhas de Arguille e pra minha surpresa Marcel engoliu seu orgulho e me nomeou Primógena. Apesar de me proibir de Abraçar qualquer mortal devido ao poder de meu sangue ancião.
Minha primeira tentativa falhou e os neófitos sucumbiram a Morte Final enquanto tentavam ...
Mas agora me reorganizo para tentar de novo e logo terei a cabeça de Arguille Cristo numa bandeja pra mim ...

“ Venha cá ...
Tire a roupa, querida ... “












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